Você sabia que hoje comemoramos o dia do adolescente? Nem eu... rsrsrs
Mas quando descobri um dia especial para eles não pude deixar de pensar num texto para homenageá-los.
Como mãe de adolescentes a melhor imagem que me vem à mente para simbolizá-los é a água.
Assim como a água, oscilam entre a calmaria e o agitação.
Nos refrescam (como a água) a memória porque nos lembram que, muito antes deles, vivíamos assim.
Renovam a trilha musical da casa, são ótimos consultores de séries interessantes e os "profissionais de TI oficiais da casa". Como o rio que renova a natureza por onde passa.
Mas se bate um "vento sudoeste" ficam agitados como o mar revolto.
Mudam de estado (no caso dos adolescentes, estado de espírito) de acordo com as pressões do ambiente (temperatura, direção dos ventos ou pressão) ou dos seus hormônios.
Enchem a casa de amigos, de vida, de cores e de cheiros, rejuvenescem aqueles que convivem com eles e nos mostram o poder das paixões (para o bem e para o mal).
Quando contrariados em suas vontades insistem como "água mole em pedra dura" podendo ou não "furar a rocha das regras" de acordo a atitude daqueles que têm por obrigação cuidar deles.
Se frustrados, sua fúria pode assemelhar-se às das águas revoltas e inóspitas de uma ressaca marítima.
Já nos instantes seguintes, se aproximam mansos e quietos como um riacho de águas límpidas e cristalinas que nos transmite paz e amor.
Se você tem adolescentes em casa e não vive um turbilhão de emoções, você não está vivendo essa fase de forma plena...rsrsrsrs
Se, legalmente, essa fase da vida começa aos 12 e termina aos 18 anos, na prática, há muitas variações possíveis.
Fato é que muitos conflitos podem ser evitados ou amenizados se tivermos em mente algumas dicas importantes:
1) Lembre-se da sua adolescência. Como você era? O que sentia? Qual a importância dos amigos na sua adolescência? Como era sua relação com amigos e familiares? Quais eram as suas dúvidas, angústias, medos? O que te deixava feliz?
2) Se possível, chame seu adolescente para conversar. Diga a ele que o entende. Que já passou por isso e sabe que a adolescência é a melhor e a pior fase da vida. Que tudo o que acontece na adolescência ou nos deixa deprimidos ou em êxtase (não há meio termo emocional para eles, culpa dos hormônios em ebulição e do córtex pré-frontal ainda não plenamente formado). Essa conversa os ajuda a compreender as suas próprias atitudes e ameniza a sensação de incompreensão que sentem em relação aos pais.
3) Não é nada pessoal! Lembre-se disso todas as vezes que seu adolescente te disser algo que te fira ou te magoe. Não é contra você! Na verdade, como um bebê que ainda não sabe lidar com as variações de estímulos do ambiente e fica birrento e chorão quando a mãe chega, os adolescentes, também não sabem lidar com essas novas configurações sociais que a adolescência lhes impõe. Não sabem como lidar com os amigos, com os professores, com os pais. Querem colo, mas querem independência e, para isso, afastam-se de nós. E como aquele bebê de alguns anos atrás que te fazia escutar a frase: "nossa, ele estava ótimo até você chegar, agora que começou com a manha." seu filho adolescente também faz birra (mais ácidas e mais ferozes, claro!) porque confia em você!
Na verdade, acho que essa dica 3 tem que virar um mantra! Temos que repeti-la todos os dias, milhares de vezes para podermos passar por essa fase sem perdermos o que restou da sanidade mental que a infância deles não nos tirou...rsrsrs
4) Entenda que esse "se afastar" dos pais e buscar os amigos, de uma maneira mais intensa do que na infância, é fundamental para a construção deles como adultos independentes. É a partir das experiências da adolescência que eles aprenderão a lidar com problemas, frustrações e a resolvê-los.
5) Por último, mas não menos importante, deixe-os ter certeza de que você está lá para eles. Ainda que eles não nos queiram naquele momento, pergunte como estão as coisas, como estão se sentindo, se está tudo bem. E diga sempre que estará ali para o que der e vier.
Espero que tenham gostado dessas dicas e, caso tenham sugestões ou críticas, não deixem de fazê-las.
Geisa Melo Neves
Psicopedagoga
Mestre em Educação
Especialista em Neuropsicologia Educacional

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